"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." Fernando Pessoa
Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de março de 2023

Marchando no canteiro



Eu fecho os olhos e só vejo uma escuridão sem fim

Sem qualquer lampejo de alegria e felicidade

Aquela dor que se torna visível para mim

Não bastando eu imaginar que aquilo não é verdade

 

Queria saber viver com contentamento

Aproveitando tudo de bom que tem ao meu redor

Mas só sobrevive em minha cabeça um pensamento

De que tudo de bom que acontece é bem menor

 

Parece que ainda o que existe de bom

Precisa melhorar muito para ser ruim

E isso torna a vida opaca e sem tom

Mas vejo o mundo como espelho de mim

 

Desse lugar não sei se consigo sair

Não basta apenas ter vontade e desejo

É não achar que há um bom porvir

Mas que tudo vai ficar assim como hoje vejo

 

Poderia ser como criança

Na vã ilusão de que tudo há de melhorar

Mas só me apego a uma esperança

Que mesmo o mal há de acabar

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Soneto dos 12 anos

 

 Você disse sim pra mim

Eu te pedi em casamento 

E você disse: sim, sim, sim

Mas doze anos já se foram desse momento


Tanta coisa aconteceu

Foram tantas coisas entre boa e ruim

Até que a gente nesse meio se perdeu

E a  história de amor mais bonita teve fim


Quanto tempo o amor dura?

Qual seu prazo de validade?

 Acaba o amor quando diminui a ternura?


Ou se ama apenas quando tem vontade?

Será que foi apenas a paixão em alta temperatura

Que demorou a nos trazer de volta à realidade?

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Quebrados

 


A dúvida de até onde devo ir 

Ou de onde é o limite 

Se é que existe limite para isso 

É o que não sai do meu pensamento


Não se tratam de vozes da minha cabeça 

Tampouco de alguém falando comigo 

Senão o meu corpo todo que anseia o teu de volta

 

Mas quão longe, quão fundo devo ir 

Me pergunte o quanto eu quero e te respondo 

Porém queira saber se tenho forças para lutar por algo 

Que eu mesmo já mandei embora, deixei ir 

Pelo amor que eu matei 

O fogo que eu apaguei

 

O que me resta senão a dor 

De saber que eu te perdi 

Que eu perdi o meu amor 

Que minha vida toda desmoronou

 

Nessa hora o forte se vê fraco 

O corajoso se amedronta 

O homem chora como um bebê 

E tudo que eu preciso está chorando lá sozinha

 

Éramos nós 

Hoje não sou mais eu 

E nem mais você 

Somos dois pedaços que não existem separados 

Mas que se quebraram sem conseguir voltar a encaixar

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Lágrimas

 


O quanto pode pesar uma gota de água?

Se cair da torneira, quase nada

Se pensarmos pela sustentabilidade, grande desperdício

Mas e se for uma lágrima?

 

Essa pequena gota sempre pesa muito

Tem o peso de decisões (ou indecisões)

Pesa um passado todo que volta a tona

Cabe um mundo inteiro dentro dela

E ela escorre com mais força quanto maior o mundo que desaba

 

Numa lágrima pode ir uma vida

Pode ir um futuro

Pode ter o arrependimento de um passado

Cabem até as boas lembranças dentro de tão pequena gota

 

Ah se lágrimas fossem palavras

Eu seria um tagarela hoje de tanto que teria a dizer

Até porque as lágrimas que derramo não consertam o que não deveria ter quebrado

sábado, 2 de outubro de 2021

A divisão do indiviso

 
 De dois viramos um
E de um me tornei metade
Porém metade vazia
De não saber quem eu sou
Ou saber a metade do que eu sou

Talvez tenha me sobrado a metade da tristeza
Aquela parte que a alegria já nos fez esquecer
O lugar comum da experiência que esquecemos
Ou que queremos esquecer

Não consigo lembrar do porque sorrir
Tampouco do porque preciso chorar
Parece que é só o vazio
Uma metade vazia de quando o inteiro se partiu

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Quase morte


A vida por um triz Perto de se acabar
Todo nosso futuro em minha frente
Prestes a se tornar um sonho
Talvez distante demais


Um segundo e tudo se vai

A alegria acaba

O riso se encerra
E transforma-se em lágrimas

Mas foi apenas um sonho

Dos ruins é verdade
Mas acordo

E você do meu lado me traz o riso de novo

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A dor da despedida


De pensar em te perder para sempre

Já quis até aprender física

Para construir uma máquina do tempo

E consertar a besteira que eu fiz


Eu, agindo por impulso, pus a perder

O que de melhor já me aconteceu

O que de bom havia eu acabei


Sinto sua falta demais

A despedida doeu mesmo

Por pensar em não mais te ver de novo

Por te ver chorar e saber

Que eu causei isso


Aquele abraço sentindo seu choro

Parecia uma faca transpassando meu coração

Porque eu queria que você sorrisse

Mas sei que não daria

Eu mandei sua alegria embora

E não é comigo que ela vai querer voltar


Mas guardo comigo o seu sorriso

Que é a luz que me ilumina a vida

O que me traz alegria pela manhã

Quando olho o céu azul e vejo cinza


Não sei o quanto vou sofrer

Nem por quanto tempo

Talvez para sempre

Você é o amor que eu sempre esperei

Que queria para a vida toda


No meio das minhas lágrimas

Busco palavras

Uns versos

Só para te dizer que você sempre vai ser especial

Que mesmo que eu nunca mais te veja

Ou fale com você

Meus pensamentos de felicidade

Terão você como personagem


Ainda te amo

E provavelmente te amarei daqui a 20 anos

Mas não soube aproveitar o meu melhor presente de Deus