"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." Fernando Pessoa
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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Devoção amorosa


Eu te amo com todo meu ser

Minhas mãos não tocam outra coisa

A não ser teu corpo

Meu coração é teu

Meus olhos só te vêem

Não tenho condição de me doar a mais ninguém

Tomaste meu corpo em uma noite profana

E, não contente, levaste minh’alma contigo


Não sobrou muito de mim senão o sangue

Que uso para escrever tão tortas linhas

As lágrimas que derramo na esperança de que venhas secá-las

E uma saudade que me atormenta

Mas que me deixa mais ansioso

Pela próxima vez que me perderei em teus lábios

Em que as curvas de teu corpo serão minha perdição

Em que o êxtase mostrará que nada é em vão

Nem a espera, nem a entrega total


Me deixaste aqui esperando

Então volta para quem é teu

Sempre foi, sempre fui

Toma teu homem em tuas mãos

E sejamos felizes pelo tempo que pudermos

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Desejo incontido


Te beijo avidamente

Parece que será o último beijo

O desejo é forte demais

Para eu medir o quanto te quero

Te abraço com força

Você que estava tão relutante

Finalmente se entrega

Se livra do falso moralismo


Se nós temos esse desejo

Porque contê-lo?

Quero te amar plenamente

Sem freios

Sem amarras

Por inteira


Tiro sua roupa tão afoito

Que até rasgo sua lingerie

Finalmente desvendarei os segredos do seu corpo

Que todo esse tempo foram inatingíveis

E você que até então estava toda quieta

Já começa a se soltar

E me beijar com mais vontade


Nos entregamos ao desejo

E como paga por essa entrega

Temos o momento sublime do êxtase

Nem eu e nem você esperávamos que fosse tão intenso

Olho a nossa volta e vejo a bagunça que deixamos

Roupas espalhadas, um abajur quebrado

Marcas de unha e de mordidas

Uma dor gostosa de prazer


Mas o mais importante

Te vejo, tão perto

E tenho a certeza que o amor é recíproco

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Toda minha

Beijo avidamente sua boca

Minha língua trava uma batalha com a sua

Qual proporciona maior prazer?


Já te imagino nua

É automático, inconsciente

Minhas mãos se encarregam de transformar

O que penso em realidade


Te acaricio com desejo

Teu corpo é meu templo do prazer

E quero ficar em comunhão

Um só corpo

Um só prazer


Te possuo com paixão

De todas as formas que a situação permite

Com todas as variações possíveis


Por um momento penso

“Pena que isso acaba”

E me controlo para prolongar o prazer


Com a certeza do seu êxtase

Trato de te agradar

Num momento de carinho pós-sexo

E tenho a convicção de que você é a mulher da minha vida